Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Hoje, depois de ler os jornais lembrei-me de uma piada que circulava em 2009, e que merece actualização.
- "Em 1949 - a maioria dos intelectuais acreditava que o comunismo salvaria a China.
- Em 1969 - os mesmos intelectuais acreditavam que a China (com sua revolução cultural) salvaria o comunismo.
- Em 1979 - Deng Xiao Ping percebeu que somente o capitalismo salvaria a China.
- Em 2009 - o mundo inteiro acreditava que somente a China podia salvar o capitalismo.“
- Em 2011 – Portugal percebeu que somente o capitalismo chinês o salvaria.
Agora, vamos todos querer viver para ver Portugal salvar o capitalismo chinês.
De
Gonçalo a 23 de Dezembro de 2011 às 17:26
Não tenhamos dúvidas. Foram muitos anos a criar o hábito de não dispensarmos o que os chineses produzem (agora, são só eles...), a perdermos trabalho (que se deslocaliza para esses lados) e a riqueza consequente. Paralelamente, mantivemos o nosso nível de vida à conta de empréstimos (criamos dívida a partir de défices sucessivos). Daí à situação actual é um salto: manda quem tem o trabalho e a produção (logo, o capital). Ou seja: a China.
http://notaslivres.blogspot.com/2011/12/quimera-do-crescimento.html
De lucklucky a 26 de Dezembro de 2011 às 14:28
Fantasias Gonçalo. Portugal, a Europa, produzem muito mais do que produziam em 1985.
O problema é que queríamos muito mais crescimento do que aquele que conseguimos. Queríamos manter o crescimento alegre dos anos de expansão 3%- 4% , demografia favorável, desemprego em 5%.
A questão é de grau.
Logo os políticos tiveram uma alternativa: olear a economia ao máximo com crédito barato. O crédito fluiu para o imobiliário porque o imobiliário é o mais fácil para crescer: toda a gente sabe construir casas, não é preciso cursos complicados e sabemos que as casas não vão cair. Enquanto se investirmos numa tecnologia xyz pode não dar nada. Pode falhar.
O caminho mais fácil.
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