Pingo doce em pedra dura...

O Pingo Doce conseguiu trocar as voltas à pacatez do bairro.

Até o Governo veio justificar a pulsão tributária do Estado pela campanha em causa, que é mais ou menos como a mulher que diz para o marido “se te andas a divertir, vais pagá-las”. Já não bastava o confisco, agora ajunta-se-lhe o paternalismo ou maternalismo ou lá o que é. Ai, ai, ai, que grande confusão em que nos meteram.

Depois, os suspeitos do costume. Estão muito irritados, porque a Jerónimo Martins teve uma acção ideológica. Imagine-se a desfaçatez! A ideologia é só para nós, camaradas. Agora até isso querem democratizar! Onde é que já se viu. De repente, o marxismo vira neo-liberal e afirma que as empresas não podem ter ideologia. Nem pensar. Só vender. Hmm. Não contava com esta.

E depois não se percebe se acham bem que os capitalistas vendam os produtos com 50% de desconto. Em princípio, sim. Mas não no 1º de Maio. Ora, ora, essa é velha. Os novos fariseus do Templo determinam que não se pode fazer o bem nas datas sagradas.

Que coração duro se lhes nota que nem um Pingo doce os amolece.

Filipe Anacoreta Correia às 20:17 | comentar | partilhar | favorito