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  <title>Cachimbo de Magritte</title>
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  <description>Cachimbo de Magritte - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Thu, 17 May 2012 17:49:57 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Thu, 17 May 2012 17:47:11 GMT</pubDate>
  <title>Descontos: porquê na carne?</title>
  <author>Victor Tavares Morais</author>
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  <description>&lt;p&gt;Há razões, também económicas, para que as crianças creiam que o bife é integralmente fabricado no supermercado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/vistademar/fotos/?uid=jzlIdpwU0zuY7ZZvwt4f&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B76094e03/12295142_jNCm9.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;236&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>mercados</category>
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  <pubDate>Thu, 17 May 2012 11:40:43 GMT</pubDate>
  <title>Por uma causa que nunca pode ser esquecida</title>
  <author>Paulo Marcelo</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pmarcelo/fotos/?uid=R0p97Vkb6szY1pf7Zlrn&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be6065251/12302506_5Sg6D.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;276&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 17 May 2012 11:33:02 GMT</pubDate>
  <title>Porque razão o Bastonário opina sobre isto?</title>
  <author>Paulo Marcelo</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/marinho-pinto-a-favor-da-saida-da-prisao-de-duarte-lima=f726489&quot;&gt;Marinho Pinto a favor da saída da prisão de Duarte Lima&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Artigo 88.º do Estatuto da Ordem dos Advogados&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;em&gt;(Discussão pública de questões profissionais)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;em&gt;1 - O advogado não deve pronunciar-se publicamente, na imprensa ou noutros meios de comunicação social, sobre questões profissionais pendentes.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;em&gt;2- O advogado pode pronunciar-se, excepcionalmente, desde que previamente autorizado pelo presidente do conselho distrital competente, sempre que o exercício desse direito de resposta se justifique, de forma a prevenir ou remediar a ofensa à dignidade, direitos e interesses legítimos do cliente ou do próprio. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3 - O pedido de autorização é devidamente justificado e indica o âmbito possível das questões sobre que entende dever pronunciar-se.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 23:00:26 GMT</pubDate>
  <title>Grande Finale (164)</title>
  <author>Carlos Botelho</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;object style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/MFb2bNERDzw?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/MFb2bNERDzw?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;em&gt;Contos da Lua Vaga&lt;/em&gt;, Kenji Mizoguchi, 1953&lt;/p&gt;</description>
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  <category>grande finale</category>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 16:00:48 GMT</pubDate>
  <title>Recrutamento da Mossad</title>
  <author>Nuno Gouveia</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3534023.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://www.aurora-israel.co.il/images/uploaded/image/01-31-05-2012/turquia-15-05-2012-180.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este poderá ser um exemplar da mais recente arma da Mossad, segundo uma apurada investigação turca. A informação está &lt;a href=&quot;http://www.aurora-israel.co.il/articulos/israel/Newsletter/44772/?utm_source=Noticias+diarias+Martes-TEA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(informação retirada do Facebook do camarada Jorge Costa - &lt;a href=&quot;http://cachimbodemagritte.com/3532823.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;duas vezes no mesmo dia&lt;/a&gt; deve querer dizer alguma coisa).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 15:13:07 GMT</pubDate>
  <title>Fim do euro (35) Contágio grego</title>
  <author>Pedro Braz Teixeira</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3533591.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As próximas semanas serão de suspense eleitoral, de novo na Grécia e em França. Depois do impasse que resultou das eleições gregas esperam-se novas eleições em meados de Junho, mas é provável que se chegue a um novo impasse, mesmo que de uma natureza diferente. A maioria alcançada pelos partidos anti-austeridade pode alargar-se, pelo facto de ser provável que seja o Syriza (o Bloco de Esquerda grego) o partido mais votado que, por isso, deverá receber um bónus de 50 deputados.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os eleitores helénicos estão num estado de perfeita esquizofrenia, querendo – em simultâneo – permanecer no euro e colocar um fim à austeridade. O mais provável é acabarem sem nenhuma das duas. Se não querem austeridade têm que sair do euro, o que lhes traria uma nova dose de austeridade, deste feita não pela via orçamental, mas pela via cambial, muito mais violenta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a saída da Grécia, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que emprestou mais de 100 mil milhões de euros a este país, sofreria perdas brutais. Este FEEF é o tal muro de protecção que, pelas mais misteriosas razões, os líderes europeus consideram capaz de impedir o contágio a outros países. Na verdade, há fortíssimas razões para presumir o oposto, desde logo o contágio que as notícias sobre a Grécia estão a ter sobre os mercados accionistas asiáticos. As perdas do FEEF vão expor duas situações graves. Em primeiro lugar, a saída de um país que representa apenas cerca de 2% do PIB da zona do euro vai engolir cerca de um quinto dos recursos do FEEF. Qual é o investidor que pode sentir a mais leve sombra de tranquilidade com isto?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em segundo lugar, as perdas do FEEF vão tornar claro, em particular para a Alemanha, que os “empréstimos” europeus são, em última análise, “ajuda” aos países em dificuldades, a tal “união de transferências”, híper-detestada pelos países contribuintes. Isto constituirá um poderosíssimo travão a qualquer tipo de novas contribuições para o FEEF.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para além disto, como já vimos na semana passada, a saída da Grécia do euro irá provocar a falência do BCE e de todos os bancos centrais da zona do euro, em particular do Bundesbank. O desastre de Fukushima provocou uma comoção fortíssima no povo alemão, que o levou a desistir da energia nuclear. A falência do Bundesbank será o equivalente a um Fukushima monetário, que deverá conduzir a uma alteração drástica da atitude da Alemanha face ao euro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com elevadíssima probabilidade, a saída da Grécia do euro deverá produzir um efeito de contágio brutal sobre os países fracos, ao mesmo tempo que deverá conduzir a uma diminuição drástica do apoio ao projecto do euro junto dos países fortes, em particular junto dos alemães.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é, assim, temerário prever que a saída da Grécia será o princípio do fim do euro, que poderá bem acontecer ainda durante o corrente ano.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das consequências deste contágio deverá ser a fuga de depósitos dos países em risco, em particular de Portugal, havendo recomendações na imprensa internacional de fazer depósitos em euros em países seguros, como a Alemanha. Nada de mais imprudente. Se Portugal sair do euro há uma elevada probabilidade de esses depósitos no exterior serem transformados em novos escudos, valendo muito menos. Pior ainda, os bancos dos países fortes têm investimentos gigantescos em dívida dos países fracos, pelo que têm elevado risco de falir. Tendo em atenção todas as limitações de fazer previsões em tempos de turbulência excepcional, recomendo depósitos em outras moedas que não o euro, feitos em bancos de fora da zona do euro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[Publicado no jornal “i”]&lt;/p&gt;</description>
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  <category>fim do euro</category>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 15:03:00 GMT</pubDate>
  <title>A nova visão francesa</title>
  <author>Paulo Marcelo</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3533179.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pmarcelo/fotos/?uid=adzapFJjWoAl0FAEwonQ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B46091fb3/12295459_3Nl9n.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;461&quot; height=&quot;306&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 11:57:57 GMT</pubDate>
  <title>E se a receita estiver a resultar?</title>
  <author>Paulo Marcelo</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=556875&amp;amp;pn=1&quot;&gt;A queda do PIB inferior ao esperado no primeiro trimestre pode indiciar uma recessão menos severa do que o previsto para 2012 em Portugal&lt;/a&gt;   &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://cachimbodemagritte.com/3533468.html</comments>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 10:25:17 GMT</pubDate>
  <title>As coisas estão a ficar syrizas</title>
  <author>Pedro Pestana Bastos</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3532823.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pedropbastos/fotos/?uid=JFA4pvMtBYIWm9FqDdwg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B56064e15/12295300_3H0S2.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;274&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Cachimbo Jorge Costa partilhou um gráfico com os resultados da última sondagem efectuada na grécia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os resultados da sondagem adivinham uma revolução. Perda de votos pelos partidos do sistema, (Pasok e ND passam de 32% para 23%), dinâmica de vitória da extrema esquerda, e voto estratégico nos pequenos partidos que ficaram a décimas de conseguir entrada no parlamento.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De referir que os gregos vão votar a 17 de Junho, com as cartas na mesa, ou seja sabendo que o sistema tem regras que subvertem a proporcionalidade e  com a clara noção de quais as transferências de voto mínimas, necessárias para assegurar uma conversão de votos em mandatos totalmente diferente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O sistema grego tem sobretudo duas caracteristicas que subvertem a proporcionalidade. Por um lado o partido que tiver mais um voto tem 50 deputados de bónus, por outro lado um partido que não chegue aos 3% não elege qualquer deputado, mesmo que a simples regra de conversão de votos em mandatos conferisse deputados. Foi o que aconteceu aos Verdes (2,91%), ao Laos (2,9%) e à Aliança Democrática (2,6%).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os verdes ficaram a 0.08% de chegar aos 3% e com 3% teriam elegido 7 deputados, o Laos (extrema direita clássica) ficou a 0.1% dos 3% e teria também direito a 6 deputados e mesmo a Aliança Democrática ficou a 0.5% dos 3%.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O paradoxal é que estas regras que foram criadas pelo Pasok e pela ND como forma de assegurar a estabilidade e a governabilidade de um sistema de rotativismo bipartidário, sejam as responsáveis por assegurar ao Syriza uma maioria com escassos 35%. Por outras palavras, graças à subversão das regras de proporcionalidade democrática, caso as urnas confirmem estes resultados, a extrema esquerda e os comunistas terão maioria absoluta no parlamento grego.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 10:00:15 GMT</pubDate>
  <title>Até as piores crises têm alguns resultados positivos</title>
  <author>Maria João Marques</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3531596.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Como sucedeu noutras áreas, onde tantos anos de engorda e despesismo do estado tiveram como consequência a extensão dos tentáculos do estado até sectores pouco recomendáveis (para o estado) como a comunicação social, os seguros e um largo etc. em prejuízo da execução eficiente e eficaz das funções fulcrais de um estado (o estado calamitoso dos tribunais é apenas um dos sintomas desta visão desviante que foi sendo sedimentada ao longo dos anos do que deve ser um estado), a política cultural também preferiu &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1565554&amp;amp;seccao=Sul&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;demitir-se&lt;/a&gt; das suas funções essenciais - a preservação do património - para se concentrar na construção de clientelas de artistas que, do alto da sua casta de artistas (mesmo quando apenas se lhes pode aplicar o termo em sentido muito lato) e do seu profundo desprezo pelos mortais comuns (vulgo: contribuintes), decidiram ter um direito inalienável ao dinheiro dos contribuintes e consideram não ser possível avaliação dos resultados do seu trabalho se não pelos seus pares igualmente dependentes do dinheiro dos contribuintes. Estas clientelas ficam sempre bem nas campanhas eleitorais; quem considera não ter de sustentar clientelas cujo trabalho não aprecia (se apreciasse, escolhia gastar parte do seu dinheiro nos resultados da criatividade dos ditos artistas) é apelidado de troglodita ou amante de telenovelas mexicanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos poucos lados bons desta crise é mesmo o termos alguém que, finalmente, diz a esta clientela que não tem nenhum direito inalienável ao meu dinheiro. Isto, claro, nem entrando na questão mais importante: na actual conjuntura, quando tanta gente luta diariamente por uma sobrevivência digna (quando não apenas sobrevivência), há alguma legitimidade em desviar recursos estatais para clientelas partidárias que produzem bens que não são propriamente de primeira necessidade? (Sim, fica muito bem dizer que sim, que bens culturais são de primeira necessidade mas, alas, não são; eu própria, se sobrevivo muito bem sem cinema português, considero ler tão essencial como respirar,  no entanto, se tivesse de escolher entre dar de lanchar aos meus filhos ou comprar livros, estes lá seriam sacrificados; em suma: dizer que os bens culturais são essenciais mais não é do que um exercício de um snob).&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 09:23:17 GMT</pubDate>
  <title>Eurolamentável</title>
  <author>Pedro Pestana Bastos</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3532676.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pedropbastos/fotos/?uid=TnOgAccmnsD3lpnHPnkn&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9609c44d/12295104_OnkFS.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;299&quot; height=&quot;168&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO045406.html&quot;&gt;Estas declarações de Durão Barroso foram infelizes&lt;/a&gt;. Ainda há poucos meses a Comissão Europeia recordava que, em termos jurídicos, &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2098272&quot;&gt;não é possível a saída do Euro sem a saída da União Europeia.&lt;/a&gt; Que economistas, comentadores, jornalistas e outros especuladores vaticinem a saída da Grécia do Euro é uma coisa. Já ouvir o Presidente da Comissão Europeia, orgão que deveria ser o guardião dos Tratados, defender tal solução é lamentável.   &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 15:08:54 GMT</pubDate>
  <title>20/20 Revista de Política Educativa</title>
  <author>Nuno Lobo</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nlobo/fotos/?uid=8uqTS02LDbuJGEV94FA7&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B69083021/12276978_zRj6k.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;357&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.politicaeducativa.pt/ehome/index.php?eventid=40115&amp;amp;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;20/20&lt;/a&gt; é o nome da novíssima revista bimestral portuguesa sobre políticas públicas de educação. Fundada por Francisco Vieira e Sousa e Alexandre Homem Cristo, o ESTATUTO EDITORIAL define a revista como “aberta a todos os pontos de vista” e assente nos princípios fundamentais da “liberdade, responsabilidade, equidade e participação&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href=&quot;http://www.politicaeducativa.pt/ehome/index.php?eventid=40115&amp;amp;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;20/20&lt;/a&gt; é uma revista &lt;em&gt;online&lt;/em&gt; e gratuita, que conta com a contribuição generosa de um conjunto diversificado de pessoas. Neste número inaugural, topamos com um FRENTE A FRENTE que opõe as opiniões de Ana Rita Bessa e de Paula Serra sobre a Revisão Curricular que terá início já no próximo ano lectivo. Adiante, um olhar VISTO DA ESCOLA, por parte de Álvaro Almeida dos Santos, sobre o tema recorrente – mas sempre adiado – da autonomia escolar. A revisão curricular e a autonomia são ainda objecto da reflexão de Roberto Carneiro numa longa ENTREVISTA, que inclui também considerações sobre o ponto da situação educativa actual face ao estudo prospectivo que ele mesmo apresentou no ano 2000, a qualidade dos professores portugueses e sua relação com as escolas superiores de educação, os benefícios e limites que decorrem do PISA e &lt;em&gt;ranking&lt;/em&gt; das escolas nacionais, a Iniciativa Novas Oportunidades, entre outros assuntos relevantes. A &lt;a href=&quot;http://www.politicaeducativa.pt/ehome/index.php?eventid=40115&amp;amp;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;20/20&lt;/a&gt; inclui ainda a OPINIÃO de Hugo Mendes sobre os motivos que poderão justificar o atraso educativo português e a aposta continuada no chamado Estado Educador, assim como a rubrica EDUCAÇÃO LÁ FORA, assinada por Inês Gregório, com uma descrição das novas políticas educativas protagonizadas pelo governo de coligação entre Conservadores e Liberais Democratas, que visam, já não o Estado Educador de que nos fala o Hugo Mendes, mas antes a inclusão efectiva da sociedade e dos seus diversos grupos no desenvolvimento da educação escolar inglesa. Por fim, Rodrigo Queiroz e Melo assina a RECENSÃO do livro que Frederick M. Hess publicou em 2010, intitulado &lt;em&gt;The Same Thing Over and Over - How School Got Stuck in Yesterday’s Ideas&lt;/em&gt;, apostado na demonstração de que o centralismo educacional, que ainda determina o funcionamento das escolas, é anacrónico face ao pluralismo e multiculturalismo característicos das sociedades modernas, sendo hoje um tempo para a abertura a novas formas escolares, vias alternativas de acesso à profissão docente, entre outras reformas necessárias.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;  &lt;br /&gt;Em suma, estamos perante 36 páginas de uma revista esteticamente agradável, dedicadas às políticas educativas em Portugal e no estrangeiro, com intervenções relevantes de personalidades que se dedicam aos assuntos educativos, e que constituirá, certamente, um passo em frente na elevação do debate sobre a educação em Portugal. Pelo trabalho já realizado e pelo trabalho que ainda têm pela frente, especialmente por se tratar de uma iniciativa inteiramente graciosa, desejo ao Francisco e ao Alexandre os maiores êxitos e longa vida à &lt;a href=&quot;http://www.politicaeducativa.pt/ehome/index.php?eventid=40115&amp;amp;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;20/20&lt;/a&gt;, deixando-lhes uma palavra amiga de admiração e agradecimento por esta nobre iniciativa.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 13:15:47 GMT</pubDate>
  <title>A agricultura da direita e a agricultura da esquerda</title>
  <author>Maria João Marques</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3531336.html</link>
  <description>&lt;p&gt;A agricultura é um sector estratégico em qualquer país, não por motivos de tradição mas por questões de segurança e defesa. Qualquer país tem obrigação de manter níveis de auto-suficiência alimentar adequados e não são os longos períodos de paz que devem fazer esquecer este desígnio. Tem, assim, lógica apoiar a agricultura de formas diferentes do apoio, por exemplo, à produção de torneiras (cujos&lt;em&gt; apoios&lt;/em&gt; estatais se devem resumir a não incomodar a actividade das empresas que à produção de torneiras se dedicam).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para este apoio à agricultura, um governo de direita tem necessariamente políticas diferentes de um governo de esquerda. Um governo de direita dá isenções de IRC aos produtores agrícolas, cria taxas de IVA especialmente baixas para produtos fulcrais da alimentação, isenta parcialmente as empresas agrícolas nas suas contribuições para a segurança social dos seus trabalhadores, providencia um contexto económico concorrencial nos produtos e serviços adquiridos pelos produtores agrícolas (de forma a que os adquiram a preços mais baixos) e mais umas tantas medidas que vão no sentido de desonerar e de reduzir custos especificamente às empresas agrícolas. Um governo de esquerda cria impostos a outros sectores económicos (aumentando assim o preço dos bens alimentares no consumidor) para cobrir custos do sector agrícola, cria legislação de forma a intrometer-se nas relações comerciais e contratuais entre os vários agentes económicos, cobra impostos aos contribuintes para usar em programas de apoio ao sector agrícola e mais umas tantas medidas que vão no sentido de reforçar distorções, criar novas distorções e, inevitavelmente, aumentar o preço dos bens alimentares. E depois, claro, tanto nos governo de direita como nos de esquerda há os&lt;a href=&quot;http://adoutaignorancia.blogs.sapo.pt/297692.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; excessos de intromissão em áreas alheias.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 10:49:16 GMT</pubDate>
  <title>Ter juízo vs. não ter juízo</title>
  <author>Alexandre Homem Cristo</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3531028.html</link>
  <description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&quot;Claramente, há expectativa a mais face ao que é a margem de manobra do Presidente eleito, relativamente à situação de França. A França tem um desequilíbrio macro-económico muito acentuado, tem uma dívida que ronda os 90% e uma despesa pública acima de 55% em relação ao PIB. Portanto, a margem de manobra é muito limitada. E é preciso ter muito cuidado relativamente à gestão de expectativas, não só da sociedade francesa, mas também dos mercados, que financiam a dívida pública francesa: são necessários 500 milhões de euros todos os dias para garantir o financiamento do nível de bem-estar da França! E o Presidente eleito sabe disso.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Luís Amado&lt;/strong&gt; &lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=49380&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;(aqui)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&quot;A Direita Europeia, ultra-conservadora, neoliberal e populista, não esperava a derrota eleitoral de Sarkozy. Tudo fez para diminuir Hollande, apresentado como um político sem carisma, mole, hesitante, sem ideias claras. Enganou-se redondamente. Hollande ganhou o duelo que teve com Sarkozy, na televisão francesa, mostrou uma preparação económica inesperada, um bom conhecimento da tragédia que vive a União Europeia e do que é preciso fazer para sair dela. Ou seja: criar um novo paradigma de desenvolvimento. O que os dirigentes europeus, institucionais ou nacionais, por preconceitos ideológicos, nunca quiseram ver nem, muito menos, fazer. São responsáveis por isso. Contudo, a vitória de François Hollande, o entusiasmo popular que provocou, não só em França mas por toda a Europa, o desafio que fez à chanceler Merkel, que o convidou, no dia seguinte às eleições, para um encontro em Berlim, criou um vento de mudança que poderá vir a abrir - espero - uma nova fase do projeto europeu, dado o beco sem saída em que se encontram Estados tão importantes a nível europeu, como: a Itália, a Espanha, o Reino Unido, a nova França, obviamente, e a própria Alemanha, que está a mudar significativamente. Não tenhamos dúvidas.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mário Soares&lt;/strong&gt; &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2517564&amp;amp;seccao=M%E1rio+Soares&amp;amp;tag=Opini%E3o+-+Em+Foco&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;(aqui)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 09:10:23 GMT</pubDate>
  <title>A única saída é federal</title>
  <author>Paulo Marcelo</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3530828.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pmarcelo/fotos/?uid=HfT1VgwdzNsecOd8BfdM&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba8082962/12291022_V6f4f.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;438&quot; height=&quot;268&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pasmo com as declarações do ministro alemão das Finanças de que “a zona euro pode suportar uma saída da Grécia”. Não duvido que &lt;em&gt;Schauble&lt;/em&gt; tenha feito contas e que os grandes bancos europeus já estejam prevenidos. Mas estas palavras revelam uma profunda ignorância sobre a história da Europa. O que está em causa não são apenas os 250 mil milhões de dívida grega – o que já não seria pouco – mas o ressurgimento da instabilidade e dos nacionalismos, no terreno fértil da crise, desemprego e humilhação. Basta recordar o que aconteceu entre 1918 e 1933, quando quase todas as democracias europeias viraram tiranias. A Grécia dos próximos meses pode transportar-nos para Weimar, nos anos 30. Não vale pena recordar os capítulos seguintes.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Europa navega por mares perigosos. A crise financeira virou económica e depois social. O medo e a desconfiança alastram. Nada de sólido se constrói em cima disso. O resultado das eleições gregas, francesas e regionais alemãs revelam sinais de impaciência. Claro que continua a ser necessário apertar o cinto. Ao contrário do que alguns vendedores de ilusões afirmam, em muitos países, entre os quais Portugal, a austeridade é uma necessidade e não uma escolha. Mas em democracia as populações só aceitam sacrifícios prolongados em nome de uma esperança futura. As pessoas perguntam: em nome de quê nos impõem tudo isto? Perguntas que exigem respostas políticas e não técnicas, o que passa por um regresso aos ideais do projecto europeu – unidade, paz, prosperidade – que tornaram possível uns inéditos sessenta anos de paz e crescimento no continente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hollande prometeu um novo “quadro político europeu”, mas o que quer isso dizer? Estou convencido que só saímos disto com uma profunda reforma institucional. Confirma-se que a esta união monetária (incompleta) não subsiste sem uma união fiscal e orçamental, legitimada por uma união política. Só isso convencerá os mercados e porá fim à turbulência que alastra da periferia para o centro. A união está coxa e só pode ser salva com um orçamento comum, aprovado por representantes eleitos, o que implica uma profunda reforma constitucional, ao estilo da Convenção de Filadélfia (1787), na origem do federalismo americano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deixem-me ser ainda mais claro. A única saída para o actual impasse europeu é federal, o que não afastará a austeridade. A diferença é que esta será feita com um objectivo comum: construir uma união de prosperidade, com um mercado, moeda e orçamento partilhados. Este passo implicará cedências de soberania (mas não foi já perdida nos países intervencionados?), maior representatividade (parlamento federal, eleição do presidente do Conselho e da Comissão) e mais responsabilidade (sanções efectivas para os países incumpridores), mas permitirá uma efectiva solidariedade europeia, em especial com os países periféricos, os mais prejudicados com o actual estado de coisas. Sem este passo a Europa continuará um gigante económico, com pés de barro, a caminho da desintegração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[&lt;a href=&quot;http://economico.sapo.pt/noticias/a-unica-saida-e-federal_144528.html&quot;&gt;Diário Económico&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 21:57:05 GMT</pubDate>
  <title>Comitologia popular</title>
  <author>Victor Tavares Morais</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3530614.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://cachimbodemagritte.com/3530204.html&quot;&gt;Atraído pelo post&lt;/a&gt; fui ler a entrevista. E o que propõe a senhora comissária Viviane Reading para ajudar a resolver tão sério problema (a inclusão dos eleitores europeus na política europeia) ? Uma ideia assaz original - a &lt;a href=&quot;http://ec.europa.eu/transparency/regcomitology/index.cfm?do=FAQ.FAQ&amp;amp;CLX=pt&quot;&gt;comitologia&lt;/a&gt; de base popular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“… uma consulta inédita aos cidadãos que pretende ser muito ampla. Que vai perguntar ao homem da rua: quais são os seus problemas face à Europa? Quais são os seus sonhos? O que é mais frustrante na maneira como se está a construir a Europa? O que gostaria que fizéssemos? Será uma consulta que se prolonga até Setembro, que envolve associações nacionais e cujos resultados vão ser analisados para lançar um grande debate público ao longo de 2013, ….&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Esta consulta vai conduzir-nos a um grande relatório….”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>europa</category>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 14:32:30 GMT</pubDate>
  <title>Fim do euro (34) Krugman também muito pessimista</title>
  <author>Pedro Braz Teixeira</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3530375.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Krugman está a ver o fim do euro ao virar da esquina. A saída da Grécia &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://krugman.blogs.nytimes.com/2012/05/13/eurodammerung-2/&quot;&gt;very possibly next month&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. E o fim do euro dentro de meses. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>fim do euro</category>
</item>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 12:51:04 GMT</pubDate>
  <title>E agora é que se lembraram disso?</title>
  <author>Pedro Picoito</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3530204.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&quot;Fizemos política entre os políticos e deixámos os eleitores de fora&quot; (Viviane Reading, vice-presidente da Comissão Europeia e comissária europeia da Justiça, em entrevista ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, 14/5/12).&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 18:25:24 GMT</pubDate>
  <title>No princípio era a fotografia (Andrés Kertész)</title>
  <author>Victor Tavares Morais</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3529930.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Andrés Kertész (1894-1985)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deixou uma obra de génio e de um grande humanismo, só possível num mundo em profundo sofrimento. Foram duas qualidades que nunca o abandonaram, na guerra e na paz, da sua Hungria natal aos Estados Unidos onde acabou os seus dias. Um artista de uma grande humildade, de quem Cartie-Bresson disse &quot;&lt;strong&gt;tudo o que nós fizemos já Kertész o tinha feito antes&lt;/strong&gt;&quot;. Fragmentos de uma entrevista de Andrés Kertész à BBC em 1983, dois anos antes de morrer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/10U_eI34kEI&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://youtu.be/YjORUDSv8T8&quot;&gt;Parte 2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://youtu.be/2XXdUYWocsc&quot;&gt;Parte 3&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://youtu.be/_jAyLdztugo&quot;&gt;Parte 4&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
  <comments>http://cachimbodemagritte.com/3529930.html</comments>
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  <category>fotografia</category>
</item>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 08:55:14 GMT</pubDate>
  <title>Henrique de Borgonha, novecentos anos depois*</title>
  <author>Pedro Picoito</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3519056.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pedropicoito/fotos/?uid=3TLbQMtP1ItC88Q4yMA7&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7a09d793/11957915_H35oY.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;(&lt;em&gt;Iluminura do Tumbo A da catedral de Santiago de Compostela, datado de 1129&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;      Em finais de Abril de 1112, em dia ainda incerto, apesar de longo debate entre os historiadores, morria em Astorga o conde Henrique de Borgonha, pai do primeiro rei de Portugal. Passam, pois, novecentos anos sobre esse acontecimento, fim precoce de uma biografia que lançou os fundamentos da Nacionalidade. No momento em que discutimos os feriados nacionais, símbolos por excelência da memória colectiva, é um modesto dever de cidadania recordar a vida e a morte do “bom cavaleiro”, como lhe chamou Alexandre Herculano, sem o qual a nossa história talvez tivesse sido diferente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;      Pouco sabemos sobre a existência de Henrique antes da sua vinda para a Península Ibérica, provavelmente integrado no séquito do irmão, o duque Eudes de Borgonha, que em 1087 auxilia o rei Afonso VI de Leão na luta contra os Muçulmanos. Sobrinho da rainha Constança, terão sido este parentesco e a influência da poderosa abadia de Cluny, então em intensa actividade religiosa aquém-Pirenéus, a introduzi-lo na corte leonesa. A migração de nobres, clérigos ou simples colonos da Europa central para as periferias da Cristandade não é invulgar, e Henrique conta-se entre os muitos que aqui acorrem, atraídos pelas promessas de terra e riqueza ou pelo fervor da guerra santa, como outros partem para mais distantes cruzadas. A Hispânia é vasta, e os reinos do Norte, necessitados de recursos humanos para ocupar uma fronteira que se estabelecera solidamente no Tejo, entre a conquista de Toledo por Afonso VI, em 1085, e a de Lisboa pelo seu neto Afonso Henriques, em 1147, acolhem os “Francos” de braços abertos. Para Henrique, a Reconquista é também um assunto de família.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;      Tanto mais que, em 1096, sucede no favor de Afonso VI a Raimundo, conde de Borgonha, um parente por afinidade a quem o rei leonês dera a mão de Urraca, sua única herdeira legítima, e os condados de Portugal e da Galiza, com as recentemente conquistadas cidades de Lisboa e Santarém. Incapaz, no entanto, de resistir à ofensiva almorávida de 1094, Raimundo perde Lisboa e, assim, o governo do Condado Portucalense, que o sogro lhe entrega, juntando-lhe Coimbra e um casamento com Teresa – outra filha, mas bastarda – ao promissor Henrique. Tem sido sublinhado, nomeadamente por José Mattoso, que este acto une pela primeira vez sob o mesmo poder político as regiões a Sul e a Norte do Douro, divididas pela barreira geográfica do rio desde os Romanos. É o embrião do futuro Reino de Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;      Encorajado pelos desejos de autonomia da nobreza portucalense, que tão decisivos se revelariam no posterior conflito entre Teresa e Afonso Henriques, o conde portucalense prossegue uma política quase independente dos suseranos leoneses, sobretudo depois da morte de Afonso VI, alternando a vassalagem e a oposição ao sabor das circunstâncias. Este percurso atinge um ponto alto no chamado “Pacto Sucessório”, tratado secreto que assina com Raimundo em 1105, garantindo-lhe apoio na luta pelo trono de Leão e Castela em troca de Toledo e da Galiza. Patrocinado por Cluny, em cujo arquivo foi descoberto, o documento mostra a extensão dos interesses franceses na Península. É possível que Portugal fosse hoje outro se o acordo tivesse saído do pergaminho, mas Raimundo morre dois anos depois da sua assinatura, inviabilizando o projecto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;      Entretanto, a mesma ambição de libertar o Condado Portucalense de tutelas exteriores reflecte-se na política eclesiástica de Henrique, que sustenta repetidamente o pedido da dignidade metropolitana da Sé de Braga ao Papa. O título daria à diocese, restaurada em 1070, a antiga jurisdição sobre todas as congéneres galegas e portuguesas, supremacia que Santiago de Compostela reclama por seu lado, e é obtido por outro franco, S. Geraldo, bispo e depois arcebispo da cidade na primeira década do século XII, após longas negociações com Roma, nunca bem aceites além-Minho. O conflito agudiza-se quando Diego Gelmires, prelado compostelano e personagem wagneriana, rouba as mais veneradas relíquias bracarenses, num escandaloso exemplo de &lt;em&gt;furta sacra&lt;/em&gt;. A disputa entre as duas catedrais é doravante uma ferida aberta na histórica proximidade das respectivas regiões, contribuindo para fortalecer o sentimento de independência da Igreja e das gentes portuguesas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;      S. Geraldo será também um activo colaborador de Henrique na implantação da reforma gregoriana, do rito romano e do monaquismo beneditino no Condado Portucalense. Depois de um isolamento de séculos, devido à conquista muçulmana e à rarefacção dos contactos transpirenaicos, os reinos hispânicos voltam a aproximar-se culturalmente do resto da Europa. Outros bispos estrangeiros, como Hugo no Porto, Maurício Burdino em Coimbra ou Gilberto de Hastings em Lisboa – já no reinado de Afonso Henriques –, continuariam a aculturação das estruturas eclesiásticas locais. Não sem resistência dos Moçárabes, as comunidades cristãs que tinham vivido sob domínio muçulmano e possuíam um clero e um rito próprios, orgulhosa herança do seu passado visigótico. Coimbra, foco de moçarabismo graças à memória da longa oposição do bispo Paterno e do alvazil Sesnando Davides ao &lt;em&gt;aggiornamento&lt;/em&gt; franco-romano, insurge-se contra os representantes de Henrique em 1111. Apaziguar a cidade exige ao guerreiro muita diplomacia e a concessão de um foral, mas Martim Moniz, genro de Sesnando e chefe dos revoltosos, é forçado ao exílio. Mais do que a vitória de um homem, o desenlace representa a vitória do catolicismo romano no território portucalense.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;     Henrique de Borgonha morre no ano seguinte. Faz-se sepultar na Sé de Braga, onde descansa finalmente em paz, esperando talvez uma visita nossa.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;*Artigo no &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; de hoje, em coautoria com o meu amigo Mário Gouveia.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 00:07:57 GMT</pubDate>
  <title>Erros que se cometem</title>
  <author>Carlos Botelho</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais uma vez, o primeiro-ministro &lt;a href=&quot;http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2512647&quot;&gt;falou para o país&lt;/a&gt; como se estivesse discorrendo numa reunião de amigos. Para estes, aquelas palavras fazem sentido, reconhecem-se nelas. É que esses nunca estão &lt;em&gt;verdadeiramente&lt;/em&gt; desempregados (talvez tecnicamente, formalmente sim...), apenas transitam de lugar para lugar, mas sempre no âmbito alargado de uma &quot;zona de conforto&quot; (expressão deliciosa que o actual Poder e satélites gostam de usar como arma de arremesso para os &quot;outros&quot;).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais interessante, mesmo sintomático, e tanto quanto sei, ninguém ainda falou disso, é observar o &lt;em&gt;video&lt;/em&gt; colocado ao fundo &lt;a href=&quot;http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=556433&quot;&gt;desta página&lt;/a&gt; e notar que, entre os 45 s. e o 1:25, Passos Coelho equivale o estar ou ser desempregado com o &quot;cometer erros&quot;. No fundo, o que ele nos está a dizer é que um desempregado é como que culpado dessa sua mesma condição. Não é preciso dizer mais nada, pois não?...&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 12 May 2012 22:52:09 GMT</pubDate>
  <title>De algum modo, a Bernardo Sassetti</title>
  <author>Carlos Botelho</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;object style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/FTlKzkdtW9I?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/FTlKzkdtW9I?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Bill Evans: &lt;em&gt;piano&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Eddie Gomez: &lt;em&gt;contrabaixo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Eliot Zigmund: &lt;em&gt;bateria&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;(1977)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 12 May 2012 09:19:01 GMT</pubDate>
  <title>Crónicas da Renascença: Serviços Secretos*</title>
  <author>Pedro Picoito</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/pedropicoito/fotos/?uid=ydKvYzBuDNeOIivwbTBD&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B98088bba/12268515_Rcbz9.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;317&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;As notícias dos últimos dias sobre os serviços secretos dão, entre nós, um sentido pouco tranquilizador ao nome pelo qual vulgarmente se conhecem os serviços de informação do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;         Que há quem os use para projectos de poder muito pessoais, já sabíamos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;         Que entre os ditos serviços e a maçonaria há mais em comum do que o segredo, também já sabíamos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;         Que os serviços secretos foram postos ao secreto serviço de uma empresa privada, a Ongoing de Nuno Vasconcellos, por um operacional de topo, Jorge Silva Carvalho, o qual, depois de pedir uma licença sem vencimento, foi trabalhar para a dita empresa a ganhar dez vezes mais, ficámos a saber há algum tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;         A novidade, a crer nos jornais, é que Jorge Silva Carvalho, já na Ongoing, enviou a Miguel Relvas, o número 2 do Governo, informação produzida pelos ditos serviços e um plano para os reestruturar, em que o demitido Carvalho voltaria ao serviço, não se sabe exactamente de quem, com o apropriado cargo de secretário-geral.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;         Se isto é verdade, significa que Carvalho manteve a sua influência nas secretas após o afastamento, o que é grave, e com o conhecimento de Relvas, o que é ainda mais grave. Relvas, aliás, não desmentiu a notícia. Limitou-se a dizer que não se lembrava de ter recebido as mensagens em causa e que “não interagiu” com Carvalho, ou seja, não lhes respondeu (um eufemismo curioso para mensagens não recordadas).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;         Acrescente-se que os três protagonistas do caso (Carvalho, Vasconcellos e Relvas) são maçons, o que vem recordar aos mais distraídos que em Portugal há demasiadas coincidências entre serviços secretos e sociedades secretas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;         Se as notícias são verdadeiras, repito, Relvas só tem duas opções: demitir-se ou ser demitido.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;A primeira seria um favor ao Primeiro-Ministro, a segunda seria um favor do Primeiro-Ministro à democracia portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;*13/5/2012&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 11 May 2012 20:14:20 GMT</pubDate>
  <title>Fim do euro (33) Bancos centrais fazem planos para a saída da Grécia</title>
  <author>Pedro Braz Teixeira</author>
  <link>http://cachimbodemagritte.com/3528750.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ekathimerini.com/4dcgi/_w_articles_wsite2_1_11/05/2012_441777&quot;&gt;Os resultados intratáveis das últimas eleições gregas estão a forçar os bancos centrais europeus a preparar planos de contingência para a saída da Grécia do euro. &lt;/a&gt;Preparem-se para mais notícias nesta linha, mas não se iludem com quem promete que esta saída deixará os restantes países livres de contágio. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>fim do euro</category>
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  <pubDate>Fri, 11 May 2012 15:08:25 GMT</pubDate>
  <title>Bernardo Sassetti – In memoriam</title>
  <author>Andreas Lind</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/Fy2VkoCSJbc&quot; width=&quot;484&quot; height=&quot;392&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje, repentina e inesperadamente, com apenas 41 anos de idade, o compositor português Bernardo Sassetti faleceu caindo de uma falésia no Guincho. Como toda a sua vida, o seu último acto foi também artístico: fotografava o horizonte aberto que se vislumbra desde aquelas falésias. É uma perda para a música e para a cultura portuguesa. Resta-nos agradecer, apreciar e cuidar a sua obra enquanto compositor e pianista exímio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As composições de Sassetti fazem-me crer num Portugal alargado, estendido, plural: talvez como seja mesmo a sua identidade. Com efeito, Sassetti tocou com intérpretes dos mais variados géneros musicais, recolheu as sonoridades de múltiplos mundos que apesar de longínquos fazem de certa forma parte da cultura portuguesa e a partir de tudo isso criou algo de único. Ele, apesar de não ter sido uma cópia dos mestres e dos géneros que aprendeu, respeitou as tradições que o foram instruindo musicalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ficamos, então, com o luto da gratidão.&lt;/p&gt;</description>
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